segunda-feira, 25 de julho de 2016

Entrevista: Aske (Death/Black Metal) - São Carlos/SP


(Entrevista: Aline Pavan)
Com uma crescente enorme no cenário nacional, Aske é uma banda de Death Metal de São Carlos/SP que despontou com o lançamento do seu full-length intitulado “Once...”. Hoje falamos um pouco com Filipe Salvini , baixista do grupo, que nos contou um pouco sobre os projetos do grupo. Confira:

Primeiramente, nos fale sobre seu início e sobre a atual formação.

Filipe Salvini: Paulo Roberto e eu tocávamos juntos em uma outra banda; estávamos começando a criar nossas primeiras composições quando, em 2009, essa banda encerrou as atividades. Somos amigos de longa data e passávamos várias tardes bebendo e criando riffs porque encontramos uma certa identificação no Metal Extremo e em sua sonoridade. Decidimos, então, não parar e criamos o Aske.
A escolha de ficar apenas em 2 não veio por acaso: com o encerramento de nossa antiga banda, o Paulo se juntou com Renato Lourenço e Luciano Galhardo em outra banda. Ficar apenas em 2 no Aske nos deu autonomia para criar. No meio do ano passado (mais precisamente no fim de maio de 2015), decidimos fazer nosso 1º show porém sem perder o clima amistoso com que sempre fizemos as coisas, então nada mais lógico que dividir o palco apenas entre amigos. Eis a formação atual!




E por que o nome Aske? Há alguma idéia por trás disso?


Filipe Salvini: Se lhe dissesse que esse foi o primeiro nome a surgir em nossas cabeças, eu mentiria. Contudo, não queríamos um nome clichê ou que precisássemos pegar fôlego para falar (risos). Sei que a associação com o EP do Burzum é o que vem a cabeça, mas foi por simples acaso que descobrimos que Aske significa Cinzas, em norueguês. Cinzas nos pareceu um bom nome, talvez pela nossa vontade de continuar fazendo a música que tanto gostamos, mesmo quando a antiga banda terminou ou em qualquer outra situação.


De onde veio a ideia para o título “Once...” e como foi a repercussão desse álbum??

Filipe Salvini: Bem, "Once..." é o nosso 1º disco. Ele junta um pouco das nossas primeiras composições, quando começamos a escutar Metal Extremo - músicas como "Kingdom" e "Carving The Flesh", por exemplo - e canções mais recentes e maduras - "Erase The Scars" trata um pouco de frustração; "Denied Regain" fala sobre como negar uma verdade imposta; "Übermensch", que é nosso vídeo-clipe, fala do auto-conhecimento.
Agora, sob uma nova perspectiva, a repercussão do material tem sido ótima! Cada resenha ou matéria nova sobre o Aske e o debut nos tem agregado de maneiras positivas, principalmente quando são apontados aspectos que podem ser melhorados ou que deixaram um pouco a desejar, entende?! Isso nos ajuda demais a evoluir como músicos e como banda.

Ouça:
  


Falando no vídeo-clipe, vocês iriam lançá-lo no final desse semestre. O que houve?
 E de onde veio a ideia para a faixa “Übermesch”? Qual seu significado?

Filipe Salvini:
Não fizemos seu lançamento no fim de junho, conforme anunciamos, porque decidimos trabalhar um pouco mais em alguns pontos. Apenas isso! Contudo, sua nova produção já está sendo finalizada e vamos compensar este atraso!
Übermensch, em alemão, é o termo usado por F. Nietzsche para seu Super-Homem. Em seu livro, “Assim Falou Zaratustra”, o filósofo nos mostra alguns pensamentos acerca do homem e, a partir disso, buscamos construir o nosso"“super-homem”. Conseguimos fazer algo bem legal mesclando nossa visão de mundo, música e vídeo. Claro que a ajuda dos nossos parceiros da Pé de Macaco S/A na produção está sendo de fundamental importância. A cerca do clipe, não quero estragar as surpresas; valerá a pena aguardar mais um pouco!



Cite um show marcante na carreira do Aske.

Filipe Salvini: Difícil escolher! Começamos tocar ao vivo há um pouco mais de 1 ano, apenas, como expliquei no início, e, em cada show que tocamos, é como se renovássemos a satisfação que temos pela música. Como tocamos pela 1ª vez em maio do ano passado e começamos produzir o clipe em fevereiro desse ano, não temos priorizado tanto os shows porque estamos focados em produzir um material bacana para apresentar as pessoas.




Falando em produção, o Aske têm trabalhado em alguma ideia para um próximo CD? Já tem alguma música pronta ou um conceito a ser trabalhado?

Filipe Salvini: Gostamos de compor e, particularmente, penso na banda o tempo todo. Estamos trabalhando, também, em um material ao vivo em estúdio para lançar até final do ano, após o lançamento do clipe. Nesse material mesclaremos algumas faixas do "Once...", tocadas ao vivo, em estúdio, e 3 músicas não lançadas (a princípio).


Quais são os planos do Aske para o restante de 2016?


Filipe Salvini: Em resumo, estamos finalizando essa nova produção do clipe da faixa "Übermensch" e estamos trabalhando nesse material ao vivo em estúdio. Queremos iniciar o ano de 2017 com um material bem bacana e de fácil acesso às pessoas que, assim como nós, apreciam o Metal Extremo.


Quais as principais influências do Aske?

Filipe Salvini: Olha, essa é uma das piores perguntas pra mim porque nunca sei o que responder de fato! (risos)
Cada um de nós possui gostos musicais em particular que nem sempre convergem, porém, o gosto pelo Metal Extremo é algo que temos em comum, devido a amizade de longa data, e isso basta para que cada um consiga contribuir com seu pessoal.
Falando por mim, acho isso fantástico porque os caras sempre conseguem agregar e melhorar as ideias que apresento.


Muito obrigado pela entrevista, fica aqui o espaço para vocês deixarem seu recado.

Filipe Salvini: Nós que agradecemos o espaço! Enquanto não lançamos o próximo material e o videoclipe, fica o convite para ouvir (e baixar!) o nosso disco "Once..." disponível, inclusive, no Facebook da banda e queremos mandar um Salve a todas as bandas amigas que, assim como nós, dão duro para manter seu som rolando!
Agradecemos, também, a Sangue Frio Produções pelo apoio e empenho.


Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

Sites Relacionados:
https://www.facebook.com/askehorde/
http://www.sanguefrioproducoes.com/bandas/Aske/27

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